Hortus, de Christoph De Boeck e Patrícia Portela


HORTUS - instalação/salão utópico

Instalação
“Hortus” propõe uma ecologia artificial. O visitante é convidado a explorar um jardim onde uma rede de sensores mede a dinâmica do vento e de luz recolhida pelas plantas durante o seu processo de fotossíntese, traduzindo-a num ambiente sonoro.
Quando há movimentação humana no jardim, um algoritmo financeiro (semelhante aos usados na bolsa de valores), interpreta a variação dos dados recolhidos a cada fracção de segundo e altera a instalação sonora original de acordo com a expectativa de «lucro» que estima para cada planta.

Quando em conjunto os visitantes decidem parar para reflectir ou para ler, o desenho sonoro original retorna ao jardim, reflectindo apenas a leitura dos recursos naturais.

Acompanhando a instalação sonora, uma rede de histórias circula em placas botânicas electrónicas comparando definições diferentes para termos comuns (como crescimento, beleza, regeneração ou tempo) no mundo económico, político ou natural.


Salão utópico
Em “2084”, um ou mais oradores de áreas tão distintas como a ciência, a política ou a filosofia, discutem e debatem com o público duas visões diferentes de um futuro próximo (2020 e 2084). Um convite a praticar e a exercitar a utopia num ambiente informal, imaginando o impossível.
Os textos serão disponibilizados online com antecedência e distribuídos durante o Salão.

Textos 2020 e 2084, de Patrícia Portela 2020              2084



EQUIPA
Conceito e som: Christoph De Boeck | Conceito e texto: Patrícia Portela | Electrónica: Culture Crew | Algoritmos: Luis M. Russo | Construção e design das placas: Brian Rommens e João Gonçalves | Edição de Texto: Isabel Garcez | Produção Prado e deepblue: Ilse Joliet, Pedro Pires, Helena Serra

Oradores (PT): Miguel Real (crítico literário e investigador UCL), André Barata (Prof. de Filosofia), Luís Urbano (som&fúria), Joana Bértholo (escritora), Ricardo Paes Mamede (professor de economia politica), Francisco Ferreira (Quercus), Alexandra do Carmo (Músico, Filosofia), António Carlos Cortez (crítico de literatura e professor), Gonçalo Ribeiro Telles (arquitecto paisagista) Helena Águeda Marújo (Instituto da Felicidade), Bárbara Assis Pacheco (Artista Plástica), Aida Tavares (Teatro São Luiz).

Co-produtores e parcerias: ICA/House on Fire (Londres) | Maria Matos Teatro Municipal (Lisboa) | Kaaitheater (Bruxelas) | Festival Van Vlaanderen (Kortrijk) | Embaixada de Portugal na Bélgica | Verbeke Foundation (Kemzeke) | Festival Escrita na Paisagem (Évora) | Câmara Municipal de Lisboa/Direcção Municipal de Cultura/Departamento de Património Cultural/Gabinete de Estudos Olisiponenses | ZDB (Lisboa).

A Prado é uma estrutura financiada pelo Secretário de Estado da Cultura/Dgartes em Portugal e pela Embaixada Portuguesa na Bélgica | deepblue é uma estrutura financiada pelas Autoridades Flamengas