Vanguardas Ruminantes* em detalhe

Vanguarda é estar à frente! Vanguarda é ser diferente!


Concepção, Coordenação e Moderação: Isabel Garcez
Produção executiva: Conceição Narciso e Patrícia Portela
Grafismo: Irmã Lúcia, efeitos especiais
 Produtor associado: ZDB
Parceria: Centro Nacional de Cultura
Apoio: VolúpiaCafé (Rua do Sacramento, 21)

*Os ruminantes não possuem sistema enzimático
Estreia: 22 de Outubro com O Senhor Gonçalo M. Tavares, O Bairro e Os Espacialistas

Gonçalo M. Tavares nasceu em 1970.
Em Dezembro de 2001, publicou a sua primeira obra: Livro da dança.
Recebeu o Prémio Branquinho da Fonseca com O Senhor Valéry; o Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, com Investigações. Novalis e o Grande Prémio de Conto da APE com água, cão, cavalo, cabeça.
Autor de uma já muito vasta obras, destaca-se pelas colecções O Bairro e O Reino – desta última, Jerusalém, vencedor do Prémio LER/Millenium BCP, do Prémio Literário José Saramago e Prémio Telecom. As obras de Gonçalo M. Tavares encontram-se largamente traduzidas
Gonçalo M. Tavares, O Bairro e Os Espacialistas (um projecto arquitectónico/artístico laboratorial de análise e alteração programática do espaço, que nasceu do encontro académico do Filipe Pereira, do João Cerdeira, do Luís Baptista e do Sérgio Brito.
Utilizam a fotografia e o vídeo como dispositivos de desenho, de pensamento, de percepção e de diagnóstico do espaço natural e construído).

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5 de Novembro com Filipa Martins, José Mário Silva e Miguel Castro Caldas 


Filipa Martins nasceu em 1983. É jornalista e escritora. Recebeu o Prémio Jovens Criadores do Clube Português de Artes e Ideias, com Esteira, e o Prémio Revelação pela Associação Portuguesa de Escritores, com Elogio do Passeio Público. Em 2009, publica o romance oficial das 7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo Quanta Terra.

José Mário Silva nasceu em 1972, em Paris. Fez várias coisas: Biologia, mas principalmente  Jornalismo, na extinta revista Pais,  no Diário de Notícias (onde começara a escrever regularmente, a partir dos 16 anos, no suplemento DN Jovem), na RTP2 , na revista Time Out Lisboa. A partir de Junho de 2008, passou a ser coordenador da secção de Livros do suplemento Actual (semanário Expresso). É ainda colaborador permanente da revista Ler.
Publicou o livro de poemas Nuvens & Labirintos (ao qual foi atribuído o Prémio Literário Cidade de Almada) e Luz Indecisa, e estreou-se na ficção com o volume de narrativas curtas Efeito Borboleta e outras histórias.
Começou o seu primeiro blogue em 2003, o BdE. Além do Bibliotecário de Babel, que tem um foco (os livros), mantém A Invenção de Morel, que é generalista, irregular e caótico.
Marcel Duchamp (1887-1968) foi um pintor e escultor francês (e um cidadão americano a partir de 1955), inventor dos ready made.

Miguel Castro Caldas - A sua principal actividade consiste em escrever. Às vezes textos para serem vistos e ouvidos num sítio a que se resolve chamar palco, outras vezes para serem lidos em silêncio no recolhimento do jardim público quando faz sol, ou do guarda-chuva quando chove. Às vezes é-lhe pedido que leia e que pense em voz alta sobre o que leu. Outras vezes pedem-lhe que traduza. Nuns dias dizem-lhe que é dramaturgo, noutros, dramaturgista, noutros ainda, tradutor. Nas finanças é escritor. Destas actividades saem espectáculos, livros, às vezes não sai nada.
Convidado: «A conquista do pão»- é mais simples que «O Capital»

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3 de Dezembro com David Machado, João Tordo e JP Simões 


 David Machado, lisboeta, 30 anos, licenciado em Economia. Além de ter vencido o Prémio Branquinho da Fonseca em 2005, com A Noite dos Animais Inventados; nesse mesmo ano venceu também o terceiro prémio do concurso «Lisboa à Letra» do Pelouro da Juventude da Câmara Municipal de Lisboa com o conto «O Legado de Avelino». Em 2003 publicou vários contos no suplemento dominical do jornal Diário de Notícias - DN Jovem. Publicou também o romance O Teatro do Gigante e o livro de contos Histórias Possíveis. Tem ainda o livro infantil Os Quatro Comandantes da Cama Voadora.
Convidado: Gabriel García Marquez (1927-) é um escritor colombiano, jornalista, editor e activista político, que em 1982 recebeu o Nobel de Literatura. Em 1 de Abril de 2009 declarou que se aposentou e não pretende escrever mais livros.

João Tordo nasceu em Lisboa em 1975 num ambiente artístico. Acabado o 12º ano, resolveu ir para Filosofia por ser «uma boa maneira de se pôr a pensar». As aulas de Filosofia medieval marcaram-no e confessa que a partir dali nunca mais viu o mundo da mesma maneira. Depois do curso ainda trabalhou em Lisboa algum tempo como jornalista freelancer mas sentiu a «necessidade de sair daqui e ir viver outras coisas». Foi o que fez e em 1999 rumou a Londres para fazer um mestrado em Jornalismo. A cidade influenciou-o a tantos níveis que quis ficar até «ao limite das suas possibilidades», mas quando deu por si a trabalhar num bar e a fazer traduções percebeu que era tempo de partir. A próxima paragem tinha que ser Nova Iorque - sempre o fascínio das cidades - e os cursos de escrita criativa do City College. Ia às aulas de manhã, servia às mesas de um restaurante durante o jantar e escrevia pela noite dentro. Os Homens sem Luz nasceram assim. Tem ainda publicados Hotel Memória e As Três Vidas.


JP Simões (leia-se "JêPê"). Nasceu em Coimbra em 1970, mas ainda criança emigrou para o Brasil. Regressou a Portugal e mudou-se para Lisboa, onde se licenciou em Comunicação Social. Belle Chase Hotel e Quinteto Tati foram habitats onde JP Simões concebeu  muitas das suas composições. Em 2003, com libreto seu e composição a meias com Sérgio Costa, foi levada ao palco, através da encenação de João Paulo Costa e da companhia do Teatro do Bolhão, a "Ópera do Falhado". Foi ante-estreado em 2006 o filme de animação “Jantar em Lisboa”, com desenhos e realização de André Carrilho e textos e banda sonora seus. Foi ainda nesse ano que estreou no cinema o filme "Pele", realizado por Fernando Vendrell, com banda sonora de JP Simões. O seu primeiro disco em nome individual, com o título de "1970", é editado no início de 2007. No Outono de 2007, é publicado o livro "O Vírus da Vida", contos de JP Simões, ilustrados por André Carrilho. Em 2009 é editado o álbum "Boato", registo do concerto ao vivo onde recupera canções gravadas pelos grupos por onde passou.
Convidado: Richard Rorty

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17 de Dezembro com João Tordo Criatura e Patrícia Portela
e As Vanguardas Ruminam no Volúpia Café (Calçado do Sacramento, 21 - ao largo do Carmo)



A criatura é uma publicação literária independente que divulga trabalhos na área da poesia.
Mais informação (incluindo as notas editoriais) no blogue: www.revistacriatura.blogspot.com
Convidado – Frank Simmel. Nascido no dia 16 de Abril de 1943, faleceu a 6 de Agosto de 1985 de cirrose. É filho de pai irlandês e mãe inglesa. Nasceu e viveu sobretudo nos Estados Unidos da América, entre Seattle e Nova Iorque. Fotógrafo, poeta e músico Folk dos anos 70/80.
Patrícia Portela nasceu em 1974. Cresceu em Lisboa, Macau, Utrecht, Helsínquia. Trabalha em teatro, dança e cinema. Quase sempre nos bastidores. Vive entre Paço de Arcos e Antuérpia. Publicou Operação cardume rosa, Se não bigo não digo, Odília, Para Cima e Não para Norte. A sua lista de espectáculos é já longa e largamente reconhecida, nomeadamente com:
— Menção honrosa da Bolsa Ernesto Sousa para multimédia da Fundação Calouste Gulbenkian, para o projecto «Flatland I» (2003);
— Prémio Acarte/Madalena Azeredo Perdigão para espectáculo «Flatland I» (2004);
— Menção especial do Prémio da Crítica pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro (2006) para a dramaturgia de «Trilogia Flatland»;
— Menção Honrosa Prémio Acarte/Madalena de Azeredo Perdigão com o espectáculo WasteBand (2003);
— Prémio Reposição Teatro na Década com o espectáculo WasteBand (2004).
Convidado: Acácio Nobre
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As vanguardas ruminam logo de seguida onde vamos inaugurar as Vanguardas do Séc. XXI. Se considera que está "à frente", se considera que "é diferente" e se considera que o seu estômago "é complexo", compareça com 9,99€ e uma tesoura. (reserva prévia para 960158 207 até ao dia 16).
Jantar vanguardista: Annick Garnaey