Wasteband 03

(...) Wasteband é como quando estamos sentados no cinema, quando as luzes já se apagaram mas os anúncios ainda não começaram nem o pano descobriu o ecrã – é nesse preciso momento, entre a confusão do sentar e o quase silêncio antes do filme que tudo é possível, é a primeira chance de podermos ver o melhor filme das nossas vidas, é o momento em que podemos esperar ter a melhor experiência do dia, do ano, até do século. É o momento em que não se sabe o que se vai ver e em que existem todas as probabilidades de se ser surpreendido. Depois… começa o filme… acaba a espera. É nesse exacto momento que nos encontramos agora. (...) De Patrícia Portela, em colaboração com Christoph de Boeck, Eric da Costa e Patrícia Bateira. Apoio técnico e aos ensaios de Susana Vidal Uma Produção de Patrícia Portela e Helena Serra Uma co-produção com Casa Dias da Água: Apoios: MC/IPAE, SONY, LUGAR COMUM, CNC, TRANSFORMA, CENTRO COREOGRÁFICO DE MONTEMOR-O-NOVO, IMPRENSA NACIONAL CASA DA MOEDA, KODAK, CASA DE MACAU, CML, MacPaio, cafés DELTA, OCEANÁRIO, TAP. Espectáculo incluído na programação tangencial da Experimenta Design 2003 Press WasteBand (2003) “WasteBand, breve tratado do amor e da ficção científica, narrativa de encantamento e quebra-cabeças de histórias cruzadas e de equilibrismo na colagem e acumulação de camadas de informação e estruturas formais de organização dramatúrgica e poética do espaço e do tempo (...)” Claudia Galhós in “Jornal de Letras” “WasteBand - O sabor do futuro” “(...) muito futurista, muito conceptual e, também, muito divertido.(...) O futuro é sempre tentador.” José Couto Nogueira in “O Independente” “WasteBand é uma peça de fusão, em que tudo se liga.” Cátia Felício in “Público” “(...) Wasteband faz uso do humor e da música, propondo uma espécie de work-in-progress, onde o tempo real acontece depois do tempo virtual. (...) o performer aborda formas retóricas como o debate, a conferência, o monólogo, e fala-nos de histórias de amor. (...) a estrutura final assume um formato entre a telenovela, video-jogo e ambiente de internet. In revista número (...) Um notável processo de recriação do lugar do texto no teatro, designadamente, do lugar da palavra na sua relação directa com o público(...)Durante a representação, o espectador deriva entre a perplexidade, a overdose de informação e a constatação da vulnerabilidade humana. (...) (...)a saturação da informação, quer ao nível das histórias contadas em pormenor quer ao nível das imagens e da documentação científica (e pseudo-científica), que conduz a uma abertura para a emoção, invulgar no momento cultural e artístico actual. (...) (...)Numa minuciosa e inteligente estrutura, em que nada é deixado ao acaso, Patrícia Portela procura na situação teatral uma estratégia de comunicação com o espectador, pesquisando e renovando formatos de contar histórias.(...) Ana Pais in Sinais Sobre Patrícia Portela “ (...) Estes escritores performativos são diferentes da generalização da dança contemporânea, onde cabe tudo o que não cabe em mais lado nenhum. São criadores que não têm uma identidade própria definida mas o seu universo passa pela palavra e passa pelo corpo(...) Um corpo que está distante de uma estruturação do movimento mas que se virou para dentro de si próprio e entende que tudo é dinâmica e energia e ritmo e isso é, naturalmente, coreográfico.” Claudia Galhós in Jornal de Letras “(...)Dramaturga, performer, cenógrafa, inventora de um teatro que experimenta o jogo com as mais diversas tecnologias e reinventa o lugar da palavra, Patrícia Portela é a protagonista do próximo Laboratório que irá para o ar no próximo Domingo, dia 14 de Novembro, pelas 21h30, na SIC Notícias. Laboratório é um programa cultural semanal da iniciativa do Instituto das Artes que resulta de uma parceria com a produtora BUS e esta estação de televisão. Partindo dos universos da dança e da pintura e com uma carreira que se tem alargado à Dinamarca, Holanda e Bélgica, Patrícia Portela é autora de criações não susceptíveis de classificação, em que a palavra se apresenta como um elemento plástico. Flatland é a sua última proposta, inserida no Festival X, tendo merecido uma menção honrosa no âmbito da Bolsa Ernesto de Sousa.” Maria João Guardão In Newsletter Instituto das Artes